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Hora do terror: o visto!

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Inscrição feita e aceita, PB4 em mãos e passagens compradas. Tudo muito bom, tudo correndo bem, só faltava uma pequena coisa: O VISTO (ou Visa). Foram três semanas preparando os documentos com cuidado extremo para que nada fosse esquecido, afinal, o plano era uma viagem apenas para Curitiba (local do Vice-Consulado). A lista para dar entrada no pedido de visto é extensa, mas foi bem explicada, então nessa parte de “interpretação” não tivemos muitos problemas. Massante mesmo foi correr atrás da papelada.

No Vice Consulado de Curitiba (como no caso do PB4, aqui a história é a mesma: se informe sobre os documentos no consulado da sua região), os documentos pedidos foram os seguintes:

1) Formulário de pedido de visto preenchido online, aqui (obs: preencha “São Paulo” em campo consular).

2) 3 fotos 3×4 coloridas e atualizadas.

3) Passaporte original com validade superior a 3 meses.

4) 1 fotocópia autenticada do passaporte (folhas com número e assinatura, folhas de identificação e folhas carimbadas).

5) 1 fotocópia autenticada da identidade.

6) original da certidão de antecedentes criminais, com menos de 90 dias emitida pela PF (não é aceito o pelo internet). Atenção aqui: esse documento geralmente leva 7 dias para ficar pronto, e se deve ter a assinatura do escrivão reconhecida em cartório.

7) Fotocópia autenticada do PB4.

8) Comprovativo das condições de alojamento em Portugal. Nossa universidade enviou junto com a carta de aceite essa confirmação. (Se não conhecer ninguém em Portugal, apresentar reserva de hotel superior a 5 dias)

9) Comprovativo da existência de meios de subsistência em Portugal. Uma declaração de responsabilidade assinada pelos pais, com firma reconhecida, e o último imposto de renda. Vale também levar algo demonstrativo do salário dos pais.

10) Carta de aceite da universidade Portuguesa. E uma carta da universidade Brasileira confirmando a seleção do aluno para o intercâmbio.

11) Carta de intenções, dizendo quanto tempo pretende ficar em Portugal, como conseguiu o intercâmbio, porque ele é importante e etc.

12) Comprovante de endereço em nome do requerente.

13) Reserva de passagem.

14) Fotocópia de TODOS OS DOCUMENTOS ACIMA SOLICITADOS. Nada de relaxar nessa parte, o vice-consulado não tira xerox na hora!

15) A acta de entrevista, declaração de responsabilidade e o requerimento para a polícia portuguesa. (esses três documentos vieram em anexo a lista que recebi do CRI, depois é só imprimir e preencher)

Com tudo em pastas organizadas ao extremo, cuidadas e guardadas com segurança máxima, partimos na madrugada fria de uma sexta feira rumo a Curitiba. Porque, segundo fontes “seguras”, o horário de atendimento era no estilo quem chegar primeiro ganha. Pensávamos que a partir das 6:30 da manhã seriam distribuídas senhas na portaria do prédio do consulado, e o atendimento começaria de verdade as 8 horas. Só pensávamos mesmo…

Não foi assim?

NÃO! Chegamos lá 6 horas da manhã (no típico frio de Curitiba nessa época). E qual foi nossa surpresa ao descobrir que o sistema de senhas não era mais necessário, e que o atendimento começava para todos as 8hrs (isso porque era sexta feira, nos demais dias só 9:30). Das 6 as 8hrs ficamos no saguão do prédio, tremendo de frio e de medo e conversando com um paraguaio que nasceu em Macau mas que dizia que era Português e trabalhava no Brasil mas falava espanhol (hã???).

Depois disso, entramos e o atendimento em si foi bem rápido. Só alguns problemas com o sistema (típico), o que fez a gente passear um pouco pelo centro da cidade procurando um scanner. Depois de tudo entregue e confirmado, só o que restava era esperar, esperar e esperar. Contávamos com um prazo de 30 dias de angústia até a confirmação.

Após receber a confirmação do consulado por email, você deve encaminhar o passaporte junto com os papéis que eles solicitam por sedex para o consulado de Curitiba, de lá eles mandam para São Paulo para colocar o adesivo do visto no passaporte, depois mandam de volta para você. Para nossa sorte, todo o processo (da visita ao consulado até a chega por correio) aconteceu em mais ou menos 20.

Agora é só alegria.

(advertimos que os títulos dos posts pode ser um pouco exagerados, nada preocupante)

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O lendário (e temido) seguro PB4

O Fato: se você quer viajar para Portugal e ficar por lá por um período mais longo, você precisa de um seguro de saúde. É algo que o consulado pede como requisito para o visto (E mesmo se o consulado não pedisse, era algo que é bom ter. Nunca se sabe o que pode acontecer, não é?), ou seja, comece a procurar e providenciar tudo o quanto antes.

Na verdade providenciar e preparar tudo o quanto antes é talvez o conselho mais certo que eu posso dar para você que está reunindo documentos para a viagem. Algumas coisas que são pedidas, demoram um pouco para ficarem pronta. Nada de deixar para a última hora! Programe-se e comece já, trate tudo como se fosse pra ontem!

Pois bem, voltando ao seguro. Quem viaja para Portugal tem duas opções: pode comprar um seguro de viagem, daqueles tradicionais. Qualquer agência de viagem oferece o serviço, o preço é algo em torno de R$700 a R$1.000 (ou até mais dependendo do que você procura). Consulte um agente de viagem da sua região para saber mais.

Mas, pra quem procura alguma opção mais barata, existe o PB4, que praticamente sai “de grátix”.

Mas afinal, o que é o PB4? É um acordo entre Portugal e Brasil (por isso PB), que dá aos contribuintes do INSS, o direito de assistência médica e hospitalar em terras portuguesas com os mesmos direitos e taxas de um cidadão local (o mesmo vale para portugueses em nossas terras). Ou seja, se você ficar doente, pode chegar em qualquer hospital e apresentar seus documentos, que será tratado (e cobrado) como um cidadão português.

E quem pode tirar? Todos que contribuem com o INSS. E quem não contribui? Pode começar a contribuir, pagando como autônomo, mais precisamente como “contribuinte facultativo”. Você vai pagar as três parcelas mínimas exigidas (cerca de R$: 230) e já pode solicitar o seguro. Ou, se você tem menos de 21 anos e não é contribuinte, mas seu pai e/ou mãe são, você pode solicitar o seguro como dependente.

Entendi, e como tirar? Você deve procurar o Ministério da Saúde da sua região. Eu poderia falar aqui quais documentos e qual o passo a passo para ter o documento em mãos, mas não vou.

Porque? Antes de finalmente tirar o PB4, eu entrei em todas as páginas possíveis sobre isso na internet, e cada uma delas dizia uma coisa. No final, o meu processo foi diferente de todos outros. Só soube realmente o que eu precisava quando liguei para o Ministério do meu estado e me informei (com a Quica, que foi super querida e atenciosa). Acredito que cada secretaria tenha um padrão para emitir esse documento, então o mais certo a se fazer é ligar e se informar sobre eles.

Atenção: Tirei o PB4 em Florianópolis. Então, só leve a lista abaixo a sério SE e somente SE você pretende tirar o documento lá também!

  • Xerox da reserva da passagem
  • Xerox do passaporte (folhas de identificação, 1ª e 2ª páginas)
  • Xerox da identidade e CPF
  • Xerox da carta de aceite da faculdade
  • Xerox do comprovante de residência
  • Xerox da carteira de trabalho: página da fotografia, dados pessoas e contrato de trabalho (para os contribuintes)
  • Xerox do carnê da contribuição da previdência, último mês contribuído (para os autônomos)

Endereço: Praça Pereira Oliveira / Centro – Florianópolis. Telefone: (48) 3222-8567

P.S: O documento em Florianópolis sai na hora. Depois de ter em mãos, você ainda tem uma missão na mesma rua: no cartória ali pertinho, reconhecer firma de quem lhe entregou o documento (aproveite e já tire uma cópia autenticada, é ela que você deve apresentar no consulado). Depois disso, tudo ok!

Viu, o PB4 nem é tão temido assim…

Espero ter ajudado, qualquer dúvidas deixem nos comentários. (:

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O começo.

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Qualquer coisa que a gente faça, antes de tudo, precisa ser planejada. O desejo de se aventurar em outro continente não apareceu da noite pro dia (nem poderia, é tanta burocracia). Desde o ano passado, eu a Ana viemos pesquisando e planejando, buscando a melhor opção de intercâmbio que a nossa faculdade tinha a oferecer. Daquele começo, até a decisão final do destino, fizemos um verdadeiro “tour” pela Europa: Da Dinamarca para Alemanha, da Alemanha para Suécia, e finalmente da Suécia para Portugal.

Não que Portugal tenha sido a última opção, pelo contrário! Apenas analisamos cada país e o que a faculdade de lá oferecia a jovens publicitários. Alemanha por exemplo, só tinha para a gente coisas voltadas para a área de Marketing e administração. Suécia o mesmo. Dinamarca oferecia um curso muito bacana: “cinema e criação”, mas o custo de vida era o maior de todos, isso sem contar o frio intenso (mesmo eu que encho a boca para falar que amo o frio, fiquei com um pé atrás por passar seis meses por lá). Então, fomos atrás de informações sobre Portugal.

Adoramos! Era quase como se os “contra” das outras cidades virassem os “prós” em Portugal: o clima que parece com o nosso, um custo de vida aceitável, um curso que ao mesmo tempo era divertido e favorecia a nossa formação. Ainda por cima, Portugal compartilhava com o Brasil o bom e velho português! (não só isso, como também toda uma história é claro, isso eu pretendo descobrir e contar aqui quando chegar lá e começar a aventura de verdade). Depois da escolha do país ainda restava a dúvida da cidade. Optamos por Braga, uma cidade a poucos quilômetros de Porto. Lá que está situada a UMinho (http://www.uminho.pt/), nosso futuro local de estudos.

Então, com isso decidido é que começou um verdadeiro calvário aqui mesmo no Brasil: a busca de documentos e a espera das respostas.

Hoje, faltando praticamente um mês para o embarque, inauguramos “oficialmente” o blog, para compartilhar as aventuras da viagem. Durante os “estresses” (visto, passaporte, seguro, etc) no Brasil, contamos com a ajuda de muitos outros viajantes, mesmo que eles não saibam o tanto que contribuíram com seus blogs de viagem (muitos de anos e anos atrás). Então, quero que este espaço tenha o mesmo valor para você que, como a gente, pretende viajar para as terras portuguesas.

Aproveitem o blog e boa sorte!

Felipe.